Frank Drake nasceu em Chicago, a 28 de Maio de 1930. Estudou radioastronomia e numa conferência em 1961 na Academia Nacional das Ciências, patrocinada pelo SETI, Drake apresentou aquilo que ficaria conhecido como sendo a Equação de Drake.
A equação apresentada por Drake naquele dia foi criada para fornecer uma estimativa do número de civilizações na nossa galáxia com as quais poderíamos nos comunicar.
A equação de Drake:
Explicação de cada termo:
- N – número de civilizações na nossa galáxia com as quais poderá ser possível contactar;
- R* - taxa de formação de estrelas na nossa galáxia;
- fp – fracção dessas estrelas que possuem planetas;
- ne – número médio de planetas que potencialmente podem conter vida / por estrela com planetas;
- fl – fracção de ne que actualmente possui vida;
- fi – fracção de fl que actualmente possui vida inteligente;
- fc – fracção de fc que está disponível e apta para comunicar;
- L – tempo de vida expectável dessa civilização.
Estimativas correntes dos parâmetros da Equação de Drake
- R* - estimada por Drake como sendo de 10/ano. Os últimos cálculos da NASA e da ESA indicam que essa taxa é de, aproximadamente, 6/ano. Porém, o Instituto Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, afirma que a nossa galáxia não é uma das maiores produtoras de estrelas e supernovas, no Universo.
- fp – estimada por Drake com sendo 0.5.
- ne – estimada por Drake como sendo 2.
- fl – estimada por Drake como sendo 1. Em 2002, Charles H. Lineweaver e Tamara M. Davis (University of New South Wales e Australian Centre for Astrobiology) estimaram fl > 0.13 em planetas que existem, pelo menos, há um bilião de anos. Lineweaver também determinou que cerca de 10% de sistemas estelares na Galáxia são passíveis de condições propícias à vida, já que possuem elementos pesados, estando longe de supernovas e estando estáveis por tempo suficiente.
- fi – estimada por Drake como 0.01. Alguns estimam que sistemas solares em órbitas com exposição às radiações tão baixas como o nosso Sistema Solar podem ser 100.000 vezes mais raros, obtendo um valor de 1×10-7.
- fc – estimado por Drake como sendo 0.01
- L – estimado por Drake como sendo 10 anos. Este valor pode ser determinado a partir da duração da nossa civilização desde o aparecimento da radioastronomia, em 1938, ou seja, L= 72 . Num artigo na Scientific American, Michael Shermer estimou L como sendo 420 anos baseando-se na duração de 60 civilizações históricas. Porém, há que notar que a “queda” de uma civilização não destrói o seu conhecimento nem a sua tecnologia, sendo aproveitadas pelas civilizações vindouras. Assim, as estimativas de Shermer devem ser consideradas como sendo pessimistas.
Da Equação de Drake, tendo em conta as novas estimativas, resulta:
N = 6 × 0.5 × 2 × 0.33 × 1×10-7 × 0.01 × 420 = 8.316×10-7 = 0.0000008
Nesse site é possível alterar o valor de cada termo e descobrir o número de civilizações com os quais poderíamos entrar em contato!


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